[reformando]

planejar é preciso


Férias, férias,… estou em “férias”.
Férias entre aspas porque não estou 100% de pernas para o ar, somente curtindo o lado bom da vida.
Sim, porque quando eu tiro férias sem aspas eu fecho a lojinha, desligo o micro e caio na gandaia 😉
Mas não é o que acontece agora…
Sabe por que?
Porque estou planejando. Elaborando a reforma da sala.
Uma nova etapa bem grande e empoeirada.
E para isto é imprescindível PLANEJAMENTO.
Saquei meus escalímetros – ferramentas jurássicas para os novos arquitetos e engenheiros – para transportar a planta baixa do meu apê da cópia heliográfica – olha outro dino aí gente! – para o computador.
Entrarei em uma nova etapa de reforma do meu apartamento e quero planejar o que cai, o que fica, onde colocar os móveis… tudo será feito de antemão no papel. Sim, porque fazer isto no papel é mais rápido, fácil e barato.
É o que faço agora, em minhas “férias”.
Planejo como deve ser feita a reforma da sala da minha casa.
E divido alqui algumas dicas, que se aplicam a qualquer reforma:
  • Entender necessidades e desejos dos donos da casa: Antes de pensar em fazer deve-se saber o que fazer. Não adianta sair navegando por aí sem saber onde se quer chegar. Exemplo prático: no meu caso estou transformando a sala de estar do apê no que é chamado atualmente de “family room“: uma sala com grande uso, televisão e refeições compartilhadas diariamente ali. Tudo isto porque queremos usar todos os cômodos da nossa casa e não queremos ter espaços que são exclusivos “das visitas”. Ou seja, casa com o nosso conceito de casa para usar. Não é para todos. Por isto, antes de pensar em reformar veja o que lhe agrada e combina com seu estilo de vida.
  • Saiba o que agrada a seus olhos: Começe uma coleção de imagens e referências de coisas que você gosta e imagina para sua casa. Recortes de revistas, imagens de internet, pedaços de tecido, tudo isto forma um repertório que traduz seus anseios. E, como uma imagem vale mais do que mil palavras, ajuda claramente a expressar para o outro o que você quer.
  • Estudo da planta baixa do imóvel: Entender o que aquela montanha de desenhos representa. O homem expressa-se por meio gráfico desde a época das cavernas, mas não quer dizer que a gente entenda tudo de bate-pronto. O ideal é fazê-lo com um profissional da área, que traduza o papel para a vida real, mostrando onde ficam os pilares e a vigas, antes que seu pedreiro descubra da forma mais trágica:marretando algo que não deveria. Um arquiteto ou engenheiro orienta o que , quando e onde fazer. No meu caso, a engenheira e designer soy yo mas farei um estudo detalhado da planta com a Cris, porque quero aplicar o Feng Shui em casa.
  • Orçar o quanto isto vai lhe custar: Listados os desejos vamos transformar os sonhos em números. Fazer uma conta por cima de quanto a brincadeira custa já dá uma boa idéia se vai ou não em grandes dimensões. Porém é importante entrar no detalhe, saber o quanto a reforma vai consumir de capital para não ter sustos nem dívidas extras no meio do processo.Tenha sempre três diferentes orçamentos em mãos bem como alternativas de revestimentos. E marque tudo, para poder analisar. Eu tenho uma planilha em excel, mas vale lápis e papel de pão também – desde que você saiba exatamente o que escreveu e onde deixou.
  • Sem ilusões: Fez o orçamento acima? Bacana. Calcule uma folga de pelo menos 30%. Porque não tenha ilusão de que tudo vai correr exatamente como você planejou. Não comece com a grana estreita porque há grande possibilidade da sua reforma ficar parada pela metade e aí é desgosto na certa.
  • Tenha paciência: Bagunça em casa deixa qualquer um de cabelo em pé, porque o seu lugar de refúgio está de pernas para o ar. Respire fundo, maracujina e muita, muita paciência. Não adianta apressar o rio. Um ótimo exemplo vem do meu vizinho de cima, aquele do vazamento, lembram? A causa de todo o transtorno foi uma marretada que o pedreiro deu em um cano e “remendou” com uma massa ao invés de trocar por causa da pressa. Resultado: dois longos anos de dor de cabeça e gastos desnecessários.
  • “Complete Kit”: Tive um professor iluminado quando fiz MBA. Era um senhor israelense que vinha por uma semana ministrar a melhor matéria que cursei em toda a minha vida. Sobre processos – ai que coisa chata, não? A princípio sim. Porém pelas lentes deste homem vi que os processos se aplicavam a todas as esferas de nossas vidas. E segundo ele, antes de começar alguma coisa você deve ter o “kit completo”, ou seja, tudo em mãos porque cada parada no processo significa uma grande perda de tempo no final e mais estresse. Aprendi que isto se aplica a troca de fraladas de filhos, culinária, viagens e, obviamente, reformas.
  • Aprenda com os erros e experiências dos outros: Fuçe, pergunte, tenha curiosidade. Porque assim vai mais rápido e dói menos. Confiram o testemunho da Mari.

Isto posto: boa sorte para mim! E para vocês que também embarcam nesta louca e maravilhosa aventura de transformar a casa em um lar 😉
Beiijocas

Ficou curioso? Veja o que já reformei em casa.
Já achou duas palavras? A terceira vem amanhã…

enquanto isto…

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