quem tem medo de orquídeas? (parte II)

Hoje continuo o papo sobre orquídeas. A idéia é que em 10 passos simples “os mistérios do cultivo” desta espécie sejam desvendados…hahahaha! Nada disto! São 10 tópicos que lançam alguma luz sobre o como cuidar, baseados na minha experiência como entusiasta da planta – e não como técnica especializada. Para quem não viu, as 5 primeiras dicas ficam aqui. Hoje lá se vão mais 5 pitacos 😉
6. Substrato – ou onde plantar. Excetuando-se as orquídeas de solo – que desenvolvem-se na terra – a maioria das espécies gosta de raízes arejadas. Por este motivo,quando plantar uma orquídea em uma vaso de plástico ou barro deve-se procurar um substrato bem drenado e que possa reter alguma umidade. O xaxim foi utilizado por muito tempo, mas agora seu uso é proibido – já escrevi sobre isto aqui. Opte por casca de Pinus ou fibra de côco, lembrando que a troca anual de substrato é uma boa pedida. Outra alternativa linda é a colocação destas orquídeas em troncos de árvores, onde elas desenvolvem-se felizes e contentes como mostra super florida Phalaenopsis abaixo

7. Comer, comer,… = adubação. Uma orquídea como toda planta, ou melhor, como todo ser vivo, adora se alimentar. Óbvio que o alimento das orquídeas vem principalmente da poeira e água do ambiente. Mas nada mal dar uma forcinha de quando em quando adubando a planta, não é mesmo? Traduzindo: você poderia muito bem sobreviver somente com o café da manhã, mas tenho certeza de que é muito mais feliz almoçando, jantando e fazendo um lanchinho também, não é? Sugestão simples: de 15 em 15 dias borrifar um adubo líquido nas folhas 😉
8.Pragas – que raiva! E depois de tantos cuidados, com nossa planta bem verdinha e fresca, chaga um pulgão, uma lagarta, uma colchonilha e estragam a festa! A florada da minha Phalaenopsis abaixo foi devidamente devorada por uma lagarta gulosa – espero que ela tenha se transformado em uma explêndida borboleta. Para prevenir-se desta turma, quatro dicas simples:

  • Há adubos que repelem este pessoal, como o biofertilizante (resíduo de biodigestores) – ou seja, mata-se dois coelhos com uma só cajadada
  • Excesso de água = podridão das raízes, fungos, bactérias e morte às plantas. Então olho sempre vivo na quantidade de água que você oferece à sua orquídea
  • Inseticidas naturais: funcionam que é uma beleza em 90% dos casos e são bem menos prejudiciais à sua saúde e a da planta. Aposte em inseticidas à base de citronela ou a famosa receita do fumo de corda.
  • Simples e fácil: em alguns casos dá muito certo borrifar água com detergente de lavar louças em concentração 0,5 a 1%. Já testado e comprovado – veja aqui.

9. Como comprar orquídeas: Verifique cor e forma. Como assim??? A cor (das flores) deve ser firme e bem definida. As folhas mostram a saúde de sua planta também: prefira as que tenham folhas firmes e sem manchas aparentes. A forma ideal das flores é a mais geométrica possível. Na espécie Cattleya esta geometria é traduzida por um desenho de “dois triângulos sobrepostos invertidos dentro de um círculo”. Assustou? Facilite visualizando a flor da sua orquídea contida dentro de um círculo imaginário. Quanto menor o espaço vazio, mais perfeita a flor.

10. Isto é um manual? Uma receita de bolo? Não, definitivamente, não. São sugestões de como cuidar e observar suas orquídeas. Porém o mais importante é que elas sejam vistas individualmente, com suas particularidades e belezas únicas. Assim como a gente. Beijocas 😉

Flávia Ferrari

Engenheira E “dona de casa profissional” Abandonou uma carreira executiva para dedicar-se à maternidade e à vida doméstica e percebeu que havia um hiato de conhecimento sobre o tema. Começou a registrar todas as suas descobertas em seu site, FLÁVIA FERRARI, que gerou vários desdobramentos: revistas e programas de TV aberta e fechada. Sua mais nova empreitada é o canal A Dica do Dia no YouTube, onde posta vídeos com pequenas dicas domésticas todas às terças e quintas.
Flávia Ferrari

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