Hoje era dia do carnaval na escola. A preparação é grande, a ansiedade também. Todo ano uma banda danada de boa marca presença no quintal (e na mensalidade 😉 E sambamos na toada da animação da garotada.
No jornal de sábado saíram algumas idéias para as crianças fazerem suas próprias fantasias. A pequena animou – e a mãe também. Segunda feira, debaixo de chuva fomos comprar os tecidos para a nossa adaptação. Ontem, cortei o TNT como base, seguindo o molde proposto. Depois colei o brocado prateado.
Enquanto isto, a pequena decorava com glitter as coroas que cortamos em feltro para adornar a barra da saia. A idéia era essa: ser colaborativa. Construir em conjunto. Que o trabalho surgisse das nossas mãos e das nossas mentes. E assim, a noiva princesa foi tomando forma. Não foi mais barato nem prático do que comprar uma fantasia pronta, eu admito. Mas, para mim, o importante era o processo. E o sorriso. (que eu ganhei assim que a fantasia tornou-se real)
Não sei até quando esta fantasia vai continuar tão viva na vida da pequena.
Ela está crescendo (já?) e outras imposições e inquietações da vida já vem tomando espaço. Espero que sempre, no fundo do coração, fique guardada esta imaginação, este reino mágico, esta base de amor.
Pois é o amor que nos faz superar as dificuldades de nosso caminho.
É pelo amor que temos a certeza de que tudo dará certo.
E por mais que a adolescência esconda esta magia, quando nos tornamos adultos sábios voltamos a recorrer a ela sem pudores.
E por mais que eu não esteja por perto, filha, saiba que estarei sempre presente.