Passarinhos por toda a parte, em ronda nesta semana. Antes estavam no café, agora chegaram ao lavabo.
Já havia comprado havia um tempo, mas não estava com as ferramentas nem com o impulso do fazer – aquele velho conhecido nosso, o “bicho carpinteiro”, me abandona de quando em quando.
Mas Professor Pardal, sempre ele, solucionou o problema com furadeiras, buchas e parafusos.
Meu pai é também um grande amante dos pássaros – todos em liberdade bien sur. E Pardal é também um passarinho, além de ser professor.*
Minha mãe falou que quando morresse, queria virar passarinho.
E sempre que estou em apuros, um passarinho simpático me aparece na janela.
Viver cercada por passarinhos me parece uma opção natural, simples.
Mesmo que seja na papeleira do lavabo.
E nessas de vai e arruma aos poucos que sigo a vida. Acho que é assim. Bagunçamos daqui, arrumamos de lá. Às vezes compramos coisas que ficam guardadas por um tempo. Num dia chega o momento mágico que elas se encaixam sem atrito, sem confusão. E é nesta maré de harmonia, que quero viver. Assim como o Mario, que é sábio e mestre nas palavras.
Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!
POEMINHO DO CONTRA Mario Quintana
Beijo grande
* desculpem o trocadilho, mas não poderia evitá-lo. Meu pai é professor, sempre foi e sempre o será.