morrer para renascer melhor (e mais forte)

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Passei este final de semana na casa da minha amiga Flávia, pessoa muito querida e inspiradora. Como sempre, foi uma delícia. Tanto eu, quanto o marido e os filhos tivemos um final de semana dos mais agradáveis, sem tirar nem por.

A casa da Flávia é um capítulo à parte, já mostrei vários detalhes por aqui – é linda, daquelas casas de tirar o fôlego, mas ao mesmo tempo acolhedora – é uma casa como seus anfitriões: nos recebe sempre de braços abertos. Ontem, enquanto tirávamos fotos no finalzinho da tarde, parei ao lado de uma das Cicas (Cyca Revoluta) que ela tem no jardim e falei para o marido que esta era uma das plantas que temos no jardim da casa de campo, em dimensões muito menores, note bem.

A Cica parece uma pequena palmeira, mas na verdade é uma gimnosperma, parente dos pinheiros,e sequóias – como me alertou a Re Portelinha. Em um ciclo de mais ou menos 1 ano, a planta troca toda a sua folhagem por uma nova, mais forte e viçosa, que brota do seu meio. É um processo interessante, e ao mesmo tempo meio assustador; para quem nunca viu acontecer antes a impressão é de que a planta vai morrer.

Aos poucos as folhas atuais perdem o viço, vão amarelando e murchando em um espetáculo triste. Por um tempo, não se vê nada além disto e  a sensação de beco sem saída é muito forte. Parece a morte. Mas não é.

Quando aparecem os muitos brotos no miolo da planta fica claro que este é um ritual de passagem, que prepara, protege e prolonga a existência da própria planta. E

Com a gente ocorre o mesmo, por muitas vezes. Há momentos, passagens duras da nossa vida, de tristeza e de provação – em alguns casos, de profunda decepção. Ou de sentimento de injustiça. Nos recolhemos,  com as folhas murchas. E a tristeza impera.

Mas lá no fundo, bem no fundo surge a força, que faz brotar os novos, as novas possibilidades, a nova visão e a nova sabedoria. Que vai vicejar se realmente nos livrarmos do antigo, se virarmos a página – e aprendermos com o ciclo que a Cica traça desde a pré história.

Um grande beijo!

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Flávia Ferrari

Engenheira E “dona de casa profissional” Abandonou uma carreira executiva para dedicar-se à maternidade e à vida doméstica e percebeu que havia um hiato de conhecimento sobre o tema. Começou a registrar todas as suas descobertas em seu site, FLÁVIA FERRARI, que gerou vários desdobramentos: revistas e programas de TV aberta e fechada. Sua mais nova empreitada é o canal A Dica do Dia no YouTube, onde posta vídeos com pequenas dicas domésticas todas às terças e quintas.
Flávia Ferrari

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