a perna fina

Sempre babei nos blogs gringos com aqueles antes e depois de tirar o fôlego. Peças antes destruídas, mas com uma linda estrutura ganhavam soluções incríveis!
Comecei a pensar porque estas soluções não são tão freqüentes pelas nossas terras. Culturalmente – desde o nosso “milagre econômico” – cultuamos o novo em folha, o moderno, não importando se a durabilidade do bem é limitada ou se a qualidade do produto não é a melhor.
Quebrou? Trocou.
Não é regra, não é todo mundo, mas já ouvi frases como “Se o vendedor diz que dura muito eu nem levo, porque daqui a dois anos eu quero minha casa toda nova!”
Eu venho de uma cultura de economia (na minha casa com dois professores) com uma herança de austeridade financeira grande (minha nonna, que viveu as duas grandes guerras na Europa, sempre me dizia que eu não sabia o que era não ter comida, porque não havia passado pela “guerra”). Somado à isto vinha um gosto pela estética, pelo bonito e pelo bom e durável. Quando ia-se gastar, comprava-se o que queria e sabia que era de qualidade – não importando se o tempo de espera para isto durasse meses, anos.
Por uma coincidência (ou não) do destino, minha nonna vendeu para minha madrinha seu jogo de jantar quando mudou-se da casa para o apartamento. Minha madrinha usou e depois trocou por uma mesa maior, mais nova e adequada ao tamanhão de sua sala de jantar.
Nesta minha onda de “revival” do mobiliário antigo estava louca por uma penteadeira. Minha madrinha disse que tinha com ela a penteadeira da minha outra avó e que eu poderia ficar com ela. Enlouqueci! E fui munida de maridex buscar meu presente. Quando chego lá,  no quartinho mágico da casa da madrinha, encontro várias outras peças interessantíssimas. Entre elas, três cadeiras pé palito, do antigo jogo de jantar da nonna. Pedi e levei as três pernas finas para casa, com ar de desconfiança de todos porque o estado era lastimável.
Revestimento dos assentos em plástico encardido, molas comprometidas, sujas, rasgadas… Mas a estrutura de madeira estava impecável. Era o que importava.
Projeto para elas: cor vibrante e tecido bacana.
A cor, laqueada para dar um charme e uma finalização de classe, veio da paleta de cores da Sayerlack. Eles são especialistas e tem os melhores produtos para madeira, com bases, tintas e vernizes.
O tecido com estampa exclusiva veio do catálogo da Living.
E agora, de olho nas fotos, você me conta: valeu a pena restaurar estas pernas finas?
Beijo grande

Flávia Ferrari

Engenheira E “dona de casa profissional” Abandonou uma carreira executiva para dedicar-se à maternidade e à vida doméstica e percebeu que havia um hiato de conhecimento sobre o tema. Começou a registrar todas as suas descobertas em seu site, FLÁVIA FERRARI, que gerou vários desdobramentos: revistas e programas de TV aberta e fechada. Sua mais nova empreitada é o canal A Dica do Dia no YouTube, onde posta vídeos com pequenas dicas domésticas todas às terças e quintas.
Flávia Ferrari

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