falando e fazendo

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Tenho uma pasta enorme com boas ideias e dicas que catalogo por aí. Tudo o que me chama a atenção vai para este arquivo para eu fazer “um dia” ou para ser usado “em outro dia“.

Nada contra pesquisar, catalogar e guardar – como eu sempre digo, toda esta pesquisa visual é importante para montarmos nosso repertório, nossas referências. Mas o ponto desta história é um só: há de chegar o dia que vamos realmente colocar a mão na massa. Sem medo, sem travas, sem inércia. O medo de errar nos afasta de experiências bacanas e realizações.

O fazer manual traz muito prazer e um conhecimento extra: o conhecimento do processo de produção. Com o resultado final dando certo ou não, tudo o que se aprendeu enquanto se fazia o trabalho vale. É óbvio que ninguém quer errar na quantidade de tecido cortada para revestir a cúpula do abajur ou perceber que a bexiga-molde da luminária de fio murchou antes que a cola secasse – foi um gasto de tempo, dinheiro e materiais. Mas, com certeza, estes erros servem de escola para que na próxima tentativa o trabalho saia perfeito.

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Quanto à inércia, infelizmente, esta é uma velha conhecida minha. Por muitas vezes, confesso, ensino técnicas que funcionam super bem mas na hora de aplicar na minha própria casa fico protelando. Por que? Ah! As desculpas são várias: não tenho tempo, estou pesquisando uma nova técnica, trabalhando em uma nova ideia, cuidando das crianças, da casa, do marido, porque tenho que atualizar o Facebook, o Twitter, o Pinterest, o blog… Ai que canseira!

E aí as coisas a fazer ficam pelo meio do caminho – mesmo as mais simples. A cúpula do abajur da casa de campo é o exemplo claro. Há meses eu havia comprado a cortina pronta e mandado ajustar a barra em uma costureira. Pedi para ficar com a sobra do tecido, já de olho  em revestir as cúpulas dos abajures e ficar com tudo “combinadinho”.  Mas eu fiz? Sim,  eu fiz, há dois finais de semana – passados bem uns 6 meses depois de ter as cortinas instaladas. E gostei do resultado? A-D-O-R-E-I ! Tive aquela sensação boa de renovação, de novos ares e – o melhor de tudo – gastando NADA! Já sabia a técnica de cor e salteado, tinha em mãos todos os materiais – bastava apenas parar e fazer (detalhe: em 30 minutos!)

E por que eu demorei tanto para fazer? Por que eu não tive esta sensação tão boa 6 meses antes? Esta é a pergunta que não quer calar e, na verdade, o cerne do que quero transmitir.

Muitas vezes temos tudo em mãos, seja para coisas mais simples, como decorar nossa casa, seja para decisões mais complexas que implicam em vivermos mais felizes e com tranqüilidade. Para isto é necessário que vençamos a nossa inércia interior, nossa preguiça em fazer e enfrentar o mundo – ao dar este passo  tomamos conta da nossa vida e nos tornamos responsáveis pela nossa felicidade.

Sempre vale a pena tomar a rédea da vida em nossas mãos e fazer acontecer.

Beijo grande!

PS: Para quem quer conferir como revestir cúpulas de abajur, clique no link das palavras cúpulas de abajur que você será redirecionado ao vídeo de passo a passo onde eu explico como fazer com detalhes e carinho. 🙂

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Flávia Ferrari

Engenheira E “dona de casa profissional” Abandonou uma carreira executiva para dedicar-se à maternidade e à vida doméstica e percebeu que havia um hiato de conhecimento sobre o tema. Começou a registrar todas as suas descobertas em seu site, FLÁVIA FERRARI, que gerou vários desdobramentos: revistas e programas de TV aberta e fechada. Sua mais nova empreitada é o canal A Dica do Dia no YouTube, onde posta vídeos com pequenas dicas domésticas todas às terças e quintas.
Flávia Ferrari

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