o estampadão

Não sei se já contei esta história (sabe, o tempo passa e vamos perdendo a nossa memória a medida que os cabelos brancos brotam!) mas, de qualquer forma, vou registrá-la.
Minha história com o maridex foi cheia de idas e vindas – não, nunca, terminamos nosso namoro, mas moramos em países diferentes por dois anos. Quando eu voltei da Itália e fui (finalmente) morar com ele em um apartamento alugado, estava quebrada financeiramente. Tinha assinado com uma multinacional,  um bom emprego mas todas as minhas (poucas) economias tinham sido devoradas no ano de estudo fora. Ou seja, grana zero para investir de imediato em casa/mobília/eletrodomésticos.
Paralelamente, uma das irmãs do marido tinha passado por  uma separação depois de montar um apartamento novinho em folha. Todos os móveis e eletrodomésticos estavam em um guarda tudo. 
Bem, juntamos a fome com a vontade de comer – ou melhor os móveis com a nossa falta de grana. Fizemos uma oferta para arrematar tudo pagando em parcelas e do dia para a noite tínhamos o tal apartamento mobiliado. O feng shui poderia até dizer que usar móveis de um casal que acabou de se separar não traria as melhores vibrações para um lar recém composto, mas era a nossa realidade e possibilidade e assim foi (detalhe: acho que a nossa alegria, a nossa vibração em ter a NOSSA casa foi tão grande, tão positiva que não havia urucubaca que pegasse)
E assim foi, e assim ficamos por um longo tempo. Saí da tal multi, os filhos chegaram, a casa mudou e os móveis estavam lá firmes e fortes mais ou menos do mesmo jeito que chegaram 9 anos atrás.
Neste ano, minha meta era repaginar e finalizar mais alguns detalhes da casa – e os móveis estavam na linha de tiro. Já contei que aproveitei (e muito) o bazar de tecidos da Artefacto e usei do talento do seu Pedro para realizar meus sonhos. Então esta história é, simplesmente, mais do mesmo (com algumas belezas extras no caminho).
O conjunto de sofás de 3 e 2 lugares foi arrematado da cunhada. Eram revestidos em chenille bege, com uma capa de sarja também bege que eu havia alvejado na máquina de casa em 2008 (e mostrado em post e fotos). As capas eram presas por tiras de velcro que já não estavam mais nenhuma maravilha… Mas segundo seu Pedro, os estofados tinham uma estrutura ótima, de madeira de verdade, e eu gostava do modelo. 
Solução? Capa nova neles.
Com crianças pequenas, fico assim, assim em estofar tudo de novo. Gosto da mobilidade e facilidade em lavar está novo. Acho que liberta 😉 E aí, vai o seu Pedro, com seu amplo conhecimento do riscado. Levou para a oficina dele apenas o menor sofá. Tirou todas as medidas em detalhe e chegou com as duas capas prontinhas, perfeitas.
Sim, perfeição é a palavra, pois ele casou as estampas de forma espetacular, fazendo com que o resultado final ficasse harmônico. Como eu escolhi um tecido bem estampadão, diferente, nas cores que mais amo (azul e branco), fiz uma escolha de risco. Se não tivesse trabalhado com um profissional de extremo capricho, o desastre era o desfecho mais provável. 
Foi uma aposta ousada, que eu via em referências de blogs e revistas afora e que queria para mim.  O resultado? Sofás novos, de personalidade para a minha sala. Eu acho que valeu muito a pena (maridex assustou quando viu o resultado, mas está gostando (e muito) agora)
Um final feliz para uma história que começou também muito feliz, mesmo que não tenha seguido à risca o script dos contos de fada. 
Sim, ter uma casa como sonhamos é possível.
Beijo grande

Flávia Ferrari

Engenheira E “dona de casa profissional” Abandonou uma carreira executiva para dedicar-se à maternidade e à vida doméstica e percebeu que havia um hiato de conhecimento sobre o tema. Começou a registrar todas as suas descobertas em seu site, FLÁVIA FERRARI, que gerou vários desdobramentos: revistas e programas de TV aberta e fechada. Sua mais nova empreitada é o canal A Dica do Dia no YouTube, onde posta vídeos com pequenas dicas domésticas todas às terças e quintas.
Flávia Ferrari

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