é tudo culpa dele!

Sim, porque eu me apaixonei por estes veios, pelas imperfeições e nuances que fazem cada peça ser única para mim.

Antes que vocês me internem deixe-me explicar do que estou falando: o aumento da reforma do meu apartamento é culpa do piso de madeira de demolição que eu queria colocar.
Por que? Sempre fui apaixonada por madeira de demolição. Gosto da sensação de aconchego, de lar que ela transmite. Do calor para poder conversar e da sensação que temos ao andar descalços sobre ela.
E aí, quando resolvemos reformar, óbvio que uma das primeiras frases que disse ao maridex foi: “Sabe, o sonho da minha vida é ter um piso de peroba de demolição na nossa sala…” Ele, apaixonado que é, caiu no canto da sereia e embarcou em minha idéia. (Para o bem de todos 😉
Com a abertura da porta do escritótrio para a sala de estar tínhamos que uniformizar os pisos (laminado claro -argh!- no escritório com o assoalho de ipê da sala) As alternativas eram:
1. Colocar ipê no escritório e igualar à sala
2. Colocar demolição no escritório e deixar o ipê na sala
3. Trocar tudo… que foi o que fizemos!
Porém…. não entrava em minha cabeça desfazer de todo o assoalho de madeira nobre do living. O que eu queria, então? Oras, utilizá-lo no restante da casa! Porque, fazendo as contas, o assoalho cobriria quase que completamente a área dos quartos e da sala de TV. Encontrei uma pessoa disposta a fazer este serviço para mim e mandamos ver. Mas a história dos tacos de ipê fica para outra postagem – porque eles merecem!!!
Então, o que aconteceu?
Todas a tábuas de ipê foram retiradas com delicadeza, uma a uma, para depois serem remanufaturadas e reinstaladas. Aí encontramos…
…uma colônia de cupins que tinha comido boa parte dos barrotes (madeiras que servem para a fixação do assoalho). “Delícia”, né? Entrou no orçamento da obra uma boa descupinização para eu me livrar do problema.
Depois de me livrar dos intrusos, vamos que vamos para a instalação. Faz uma bagunça enorme, e uma sujeira idem, idem. Mas como sempre dizia ao longo da reforma: “transtornos passageiros, benefícios permanentes!”
nossa idéia para colocar o piso era mesclar o máximo possível diferentes cores e texturas das tábuas para que o resultado final fosse eclético – e ao meu ver mais interessante. Depois de finalizada a colocação, cera em pasta e enceradeira industrial para dar “o lustro”.
O hall do elevador também ganhou um piso de peroba de demolição, porém diferente do living. É um piso de madeira com porcelanato, que tem uma técnica de colocação diversa (é assentado de forma similar ao porcelanato mesmo). É bacana porque usa peças menores, faz – muito – menos sujeira e permite uma paginação (desenhos) variados.
o “eleito” aqui de casa tem um cabochon de ladrilho hidráulico;-)
e este é o resultado final. Meu xodó total!
Beijoca!

Flávia Ferrari

Engenheira E “dona de casa profissional” Abandonou uma carreira executiva para dedicar-se à maternidade e à vida doméstica e percebeu que havia um hiato de conhecimento sobre o tema. Começou a registrar todas as suas descobertas em seu site, FLÁVIA FERRARI, que gerou vários desdobramentos: revistas e programas de TV aberta e fechada. Sua mais nova empreitada é o canal A Dica do Dia no YouTube, onde posta vídeos com pequenas dicas domésticas todas às terças e quintas.
Flávia Ferrari

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