restaurar vale a pena?

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Fato 1: Eu tenho paixão por móveis antigos – e dentre estas antiguidades, móveis torneados e com os pés palito me fazem suspirar. Fato 2: minha madrinha tinha um banco de pé palito “dando sopa” no depósito da casa dela. Casamento perfeito e simples? Aparentemente sim, na prática não. Como saber se vale a pena restaurar um móvel?

A foto de abertura da postagem, do depois, já anima e diz que “Sim, sim, sim!”. Mas quem viu o banco de pé palito no antes não botava nenhuma fé em um restauro bem sucedido.

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Revestimento em vinil nem desgatado, espuma saindo pelos buracos, bem sujo. O cenário não era dos mais animadores. Mas como descobrir se uma peça vale a pena ser restaurada?  Um guia com 3 passos simples pode  guiar você nesta empreitada!

  1. Estrutura é tudo: o primeiro ( e mais importante) passo para saber se restaurar um móvel vale a pena é analisar a estrutura dele. Está firme? Há cupins ou outras pragas? Tudo isto deve ser levado em conta quando colocarmos o olho em uma peça antiga e começar a vislumbrá-la em sua casa. Por outro lado, também vale levar em consideração que um móvel antigo, em geral, foi feito com uma madeira mais resistente e talvez nem mais utilizada nos dias de hoje, o que garante uma utilização por longos anos.
  2. Custo benefício: feita a primeira análise, deve-se ter em mente quais outros gastos serão necessários para tornar a peça “utilizável”. Apenas uma boa limpeza? Pode-se investir mais em um móvel, então. Pintura automotiva? Já exige um maior desembolso no restauro.
  3. Funcionalidade: Não basta ser bonito, um móvel tem que ser acima de tudo funcional. Há quinze dias eu tive que declinar a oferta de uma arca LINDA porque não precisava de mais armários em casa. Avalie a funcionalidade, sua verba disponível e – se for um móvel de família – o valor sentimental da peça, as histórias que ele conta a respeito da sua vida. E veja, acima de tudo, se você quer realmente este móvel.

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No meu caso:

  1. A estrutura  de madeira do banquinho estava em perfeito estado, a espuma do revestimento não. Seria necessário uma boa tapeçaria e um polimento nos pés palitos;
  2. O seu Pedro iria fazer todo o serviço de tapeçaria e eu iria utilizar uma sobra da lona de caminhão reciclada do restauro da cadeira diretor. Custo/benefício ok.
  3. Não sabia onde iria usar a banqueta – tinha pensado em uma composição com a cadeira – que não rolou. Mas, parti do princípio que mesmo não tendo um lugar definido, a baqueta é uma peça coringa que joga em vários cômodos da casa.

Vamos ao restauro, então!

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Minha orientação para o seu Pedro era manter o acabamento de tachas original da peça – achei que faria um contraste bacana com o bordadão da lona. De resto, foi por conta e pela grande experiência de trabalho dele. Espuma trocada, polimento dos pés, capricho extremo com as emendas do tecido e um precinho camarada. Por isto, como vocês sabem, eu super recomendo o trabalho dele. O contato do seu Pedro é (11) 5507-3549. Olha aqui o detalhe superior da costura!

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E por final, mesmo com a baqueta pronta, eu seguia com a minha grande dúvida: onde colocá-la? A resposta veio quase que como mágica, neste final de semana, durante mais uma sessão da ciranda de móveis que realizo periodicamente em minhas casas (coisa de geminiana, já falamos a respeito). A banqueta veio casar perfeitamente com a poltrona swan branca, de design clássico e linhas bem retas, em um canto da minha sala de estar, transformando-se em um banquinho para uma confortável cadeira de leitura. Eba! Para arrematar a composição, a almofada de crochê que a fofa da Joana, da Banana Cazza, me mandou de presente. Não ficou bacana?

Falei, falei, falei em restaurar, mas, ao final não falei o que eu acho mais legal em todo este processo: é, por meio da sua criatividade, ter uma peça exclusiva, praticamente única, para adornar a sua casa, com o seu jeito.

Beijo grande

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Flávia Ferrari

Engenheira E “dona de casa profissional” Abandonou uma carreira executiva para dedicar-se à maternidade e à vida doméstica e percebeu que havia um hiato de conhecimento sobre o tema. Começou a registrar todas as suas descobertas em seu site, FLÁVIA FERRARI, que gerou vários desdobramentos: revistas e programas de TV aberta e fechada. Sua mais nova empreitada é o canal A Dica do Dia no YouTube, onde posta vídeos com pequenas dicas domésticas todas às terças e quintas.

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